Pavlova do norte e piza do sul valem lugar na final

Família Gonçalves e Cook L&L juntam-se às equipas Happy Family e M&M para a derradeira prova do Brincar na Cozinha com Teka.

A segunda semifinal do Brincar na Cozinha com Teka decorreu a 7 de março, no showroom da Teka, em Lisboa (Foto: Bruno Lisita/Global Imagens)

Picar cebola sem chorar nem sempre é tarefa fácil. Que o diga Gabriela Sousa. Na segunda semifinal do Brincar na Cozinha com Teka, precisou de cortar seis aos gomos para confecionar filetes de pescada com broa. Ao lado da filha, com quem forma a equipa Star of Life, contou com a ajuda do chef Chakall. De avental colorido, demonstrou que as lágrimas podem ficar fora da cozinha. Basta encher a boca com água e picar a cebola em simultâneo. Apesar das provas dadas pelo chef, a mãe mostrou-se cética: “Aquilo tem um problema: com a boca cheia, não podemos falar”. “Fazemos gestos”, solucionou Camila, de oito anos.

Na banca ao lado, a Família Gonçalves também aprendeu a picar cebola em segurança. É só esconder a ponta dos dedos que seguram o bolbo. São um trio de Faro, fãs de uma alimentação saudável e contra o desperdício. Prova disso é a piza de legumes com aproveitamentos. Sem farinha, a base é feita de cenoura e curgete. Para rechear, utilizaram as cascas dos legumes assadas. Antes de servir, decoraram com presunto e queijo fresco “Em casa, fazemos compostagem e aproveitamos tudo o que conseguimos”, diz Vera Gonçalves. Por influência dos pais, Inês e Pedro, também têm cuidado com o que comem. Ao fim de semana costumam fazer bolachas.

As iguarias destas famílias foram apenas duas das quatro cozinhadas a 7 de março no showroom da Teka. Em Lisboa, os fornos ligaram-se pouco depois das 10 horas e o cheiro a pairar no ar abriu o apetite de quem assistiu às confeções. Na ementa, a par dos filetes e da inovadora piza, serviram-se alheira com puré de grão e pavlova de frutos vermelhos. As duas últimas receitas são da autoria das equipas nortenhas Princesas Pinto e da Cook L&L.

Com uma indumentária a condizer, Iva e Lia, as Princesas Pinto, usaram um laço a prender o cabelo. Criativas na hora de meter mãos à massa, as irmãs dominaram a banca e guiaram o pai na quantidade de natas a misturar no puré. Até porque Carlos Pinto não prova a comida. “O puré é uma forma saudável de elas comerem o grão”, conta Carlos, enquanto as filhas recheiam as formas em forma de coração com alheira e cobrem-na com queijo. Quando a colorida travessa entra no forno, Iva e Lia rapam a pele e comem à colherada.

Contacto com a terra

Ao longo de quase três horas, o júri monitorizou todo o processo de confeção. A decisão foi unânime. Ficaram rendidos à piza de legumes com aproveitamentos, confecionada pela Família Gonçalves, e à pavlova de frutos vermelhos, da equipa Cook L&L. As duas famílias regressam à capital a 4 de julho, onde disputarão a final com a Happy Family, de Vieira do Minho, e a M&M, de Vila Real. Rumo a casa, com um vale de mil euros para gastar em eletrodomésticos da Teka, foram as Princesas Pinto, de Vila Nova de Gaia, e a Star of Life, de Braga.

“Foi uma semifinal mais saudável, com menos sobremesas e produtos como a pescada e o grão. Espero que, na final, as equipas sigam as dicas do júri para que as crianças estejam mais atentas à sua alimentação”, sublinha o chef Chakall, recordando que as famílias devem aproveitar ingredientes de época para elaborar uma receita saudável.

Também Adriana Freire, a autora do projeto Cozinha Popular da Mouraria, destaca a necessidade das crianças contactarem com os alimentos desde tenra idade. “É importante começarem a plantar desde cedo porque nunca mais vão ver a couve da mesma maneira ao se aperceberem do tempo que leva a crescer”, frisa.

Para a última etapa, a dupla da Cook L&L ainda não sabe o que cozinhar. “Talvez algo com cogumelos”, avança a mãe, Helena Fernandes. Já a Família Gonçalves pensou numa massa fresca de espinafres. No entanto, a ausência de um robô de cozinha, onde a equipa está habituada a confecionar o prato, obrigou-os a voltar à estaca zero. “Talvez façamos um arroz carolino com alho francês”, equaciona Inês Gonçalves. Perante a passagem à próxima fase, a mãe, Vera, admite: “Achávamos que a receita tinha pernas para andar”.

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